Marco Regulatório da EaD: o Que o AVA Precisa Ter até 2027

Aula ao vivo com chamada, prova com identificação e AVA integrado: o checklist técnico que a sua IES precisa fechar antes de maio de 2027.

por Cleverson Gouvêa

O marco regulatório da EaD tem data de vencimento: maio de 2027. Até lá, toda instituição credenciada e todo curso autorizado precisam cumprir integralmente o Decreto 12.456/2025 e as portarias que o regulamentam. Boa parte da conversa ficou no pedagógico, em carga horária e polos. Este guia olha para o que quase ninguém detalha: o que o AVA e a infraestrutura precisam entregar, e quanto tempo isso leva.

TL;DR

  • O prazo de adequação ao marco regulatório da EaD é de dois anos contados da publicação do decreto no DOU de 20/05/2025, ou seja, maio de 2027 (art. 41 do Decreto 12.456/2025).
  • A Portaria MEC 506/2025 exige, no mínimo, AVA, gestão educacional, videoconferência e repositório digital, "atualizados e suficientemente integrados", com acessibilidade (art. 13).
  • Atividade síncrona mediada tem limite de 70 estudantes por docente ou mediador e controle de frequência obrigatório. Isso vira requisito de software e de servidor.
  • A instituição responde pela identificação do estudante em avaliações presenciais e a distância (art. 24 do decreto).
  • A consulta pública do CNE sobre as diretrizes da graduação EaD fechou em 14/08/2026. A resolução final ainda pode ajustar detalhes, mas não o prazo do decreto.

O que é o novo marco regulatório da EaD, em 5 minutos

O marco regulatório da EaD tem três peças principais, e cada uma mexe num pedaço diferente da operação.

O Decreto nº 12.456, de 19 de maio de 2025 revogou o Decreto 9.057/2017 e reorganizou a graduação em três formatos: presencial, semipresencial e a distância. Ele define percentuais mínimos de presencialidade, proíbe EaD em Direito, Medicina, Enfermagem, Odontologia e Psicologia, veda graduação a distância em licenciaturas e na área de saúde, e cria a figura da atividade síncrona mediada.

A Portaria MEC nº 381/2025 trata da transição: quem já estava matriculado conclui no formato da matrícula, cursos vedados entram em extinção e o semipresencial só pode ser ofertado por IES credenciada para EaD.

A Portaria MEC nº 506/2025, publicada no DOU de 14/07/2025, é a que mais interessa a quem cuida de tecnologia. Ela detalha atribuições de docentes e mediadores, avaliações e, no capítulo IV, materiais didáticos e plataformas digitais.

Por fim, o CNE levou a consulta pública as diretrizes nacionais da graduação com oferta EaD, que vão substituir a Resolução CNE/CES nº 1/2016. O prazo, prorrogado, terminou em 14 de agosto de 2026.

Os percentuais que mudam o calendário do seu AVA

Formato Presencial mínimo Presencial ou síncrona mediada Base legal
Presencial 70% Até 30% pode ser a distância Art. 10
Semipresencial 30% +20% Art. 11
A distância 10% +10% Art. 12

Para a infraestrutura, a coluna que mais pesa no marco regulatório da EaD é a última. Num curso EaD, até 10% da carga horária total pode virar aula ao vivo com chamada. Num semipresencial, até 20%. Isso é muita videoconferência concentrada em horário nobre, algo que o modelo anterior ao marco regulatório da EaD quase não exigia.

Por que o marco regulatório da EaD virou assunto de TI

Em 2024, segundo o Censo da Educação Superior do Inep divulgado em setembro de 2025, a graduação a distância chegou a 50,7% das matrículas, superando a presencial pela primeira vez. Esse volume foi construído, em boa parte, sobre um modelo assíncrono: vídeo gravado, material em PDF, fórum e prova online. O servidor aguentava porque o acesso era espalhado ao longo da semana.

O marco regulatório da EaD muda esse padrão de carga. Três exigências, juntas, empurram o acesso para picos:

  • Aula síncrona com hora marcada e grupos de até 70 alunos.
  • Controle de frequência nessas aulas, que precisa ser registrado e auditável.
  • Avaliação presencial obrigatória em toda unidade curricular a distância, com peso majoritário na nota, mas com outras avaliações online ainda permitidas pelo PPC.

Quem já operou Moodle em semana de prova sabe o que acontece quando mil pessoas clicam no mesmo minuto. Na Agathas Web, sustentamos Moodle há mais de 15 anos, e a maior parte dos incidentes que atendemos em plataformas de terceiros não é bug: é capacidade calculada para média, não para pico. Escrevemos sobre isso em detalhe no guia de Moodle lento: causas reais e diagnóstico.

O que o AVA precisa ter até 2027

Dentro do marco regulatório da EaD, o artigo 13 da Portaria 506/2025 é o trecho mais curto e direto. Cursos semipresenciais e a distância devem oferecer, no mínimo, plataformas com recursos de:

  1. Ambiente Virtual de Aprendizagem (AVA);
  2. Gestão educacional;
  3. Interação por videoconferência;
  4. Repositórios digitais de acervo bibliográfico e materiais didáticos.

E o parágrafo 1º acrescenta a parte que dá trabalho: os recursos devem ser "atualizados e suficientemente integrados". O parágrafo 3º exige acessibilidade e inclusão. O artigo 26 do decreto completa: a plataforma deve garantir interação entre estudantes, professores e mediadores, gestão das atividades acadêmicas, usabilidade e identidade institucional.

"Integrado" não é ter quatro sistemas abertos em abas

Na prática, avaliador vai olhar se a nota que sai do AVA chega ao sistema acadêmico sem planilha no meio, se a frequência da aula ao vivo aparece no diário e se o aluno acessa a biblioteca digital sem segundo login. Com Moodle, isso costuma significar:

  • Autenticação única (SSO via OAuth2, SAML ou LDAP) entre AVA, sistema acadêmico e biblioteca.
  • Integração de matrícula e notas com o ERP acadêmico por web services do Moodle ou sincronização agendada.
  • Videoconferência integrada à atividade, com registro de presença dentro do curso (BigBlueButton vem no núcleo do Moodle; Zoom e Teams entram por plugins).
  • Repositório ligado ao curso, não um link solto num rótulo.

"Atualizado" tem data no calendário do Moodle

Se o seu AVA roda uma versão sem suporte de segurança, ele dificilmente se sustenta como "atualizado" numa visita. Vale cruzar o calendário de versões do Moodle com a data do seu próximo ato regulatório. Planejar a atualização para dezembro de 2026 ou janeiro de 2027, fora do semestre letivo, é bem mais seguro do que tentar em abril de 2027.

O decreto cita acessibilidade em vários pontos: nos materiais (art. 25), nas plataformas (art. 26) e na sede e polos (arts. 27 e 29). Tema, player de vídeo, legendas e PDFs entram na conta. Se o seu ponto de partida é esse, o post sobre acessibilidade no Moodle com LBI e WCAG 2.2 mostra como ajustar sem refazer cursos inteiros.

Atividade síncrona mediada: o limite de 70 alunos vira requisito técnico

O art. 3º, IV, do decreto define a atividade síncrona mediada como aula ao vivo com no máximo 70 estudantes por docente ou mediador pedagógico e controle de frequência. O art. 6º amarra a frequência nessas atividades à aprovação na unidade curricular. A Portaria 506 repete o limite no art. 7º.

Esse ponto do marco regulatório da EaD tem três consequências diretas para quem opera a plataforma.

1. Agrupamento. Uma disciplina com 700 alunos precisa de pelo menos 10 salas simultâneas, cada uma com seu docente ou mediador. No Moodle, isso se resolve com grupos e agrupamentos amarrados à atividade de videoconferência. Precisa ser configurado por curso, não improvisado na véspera.

2. Prova da frequência. Presença declarada em planilha não sobrevive a uma auditoria. O registro precisa sair do sistema: entrada, saída e tempo de permanência, gravado no curso e exportável.

3. Capacidade de servidor e de banda. Dez salas de 70 pessoas com vídeo são 700 conexões ao vivo, mais o AVA aberto ao lado. Se o BigBlueButton roda no mesmo servidor do Moodle, um derruba o outro. A recomendação dos próprios mantenedores do BigBlueButton é servidor dedicado para ele.

Quando NÃO vale montar videoconferência própria

Servidor próprio de BigBlueButton faz sentido quando a instituição tem volume constante de aulas síncronas e quer controle total da gravação e dos dados. Para quem vai fazer poucas aulas síncronas por semestre, um serviço gerenciado ou a integração com Zoom/Teams já contratados costuma sair mais barato e menos arriscado. O critério não é ideológico: é horas de aula ao vivo por mês versus custo de manter mais um servidor no ar.

Avaliação e identificação do estudante: o ponto mais sensível

O art. 23 do decreto exige avaliações presenciais em todas as unidades curriculares ofertadas parcial ou integralmente a distância, com peso majoritário na nota e pelo menos um terço do peso em questões discursivas de análise e síntese. A Portaria 506 (art. 10) fixa duração mínima de dez semanas por unidade curricular, ao menos uma avaliação presencial e substitutivas e recuperações também presenciais.

Mas o art. 24 é o trecho do marco regulatório da EaD que mais pesa para a TI: a instituição deve assegurar a identificação do estudante nas avaliações presenciais e a distância. Avaliações online continuam permitidas se previstas no PPC, mas a responsabilidade pela autoria é da IES.

O que isso exige do Moodle

  • Login forte: autenticação de dois fatores para alunos em provas, disponível nativamente nas versões recentes do Moodle.
  • Provas presenciais aplicadas no próprio AVA, nos polos, com restrição por rede (IP do polo), senha de sala e janela de horário.
  • Registros de auditoria preservados: logs de acesso, IP e tempo por questão, com política de retenção definida.
  • Proctoring (monitoramento por câmera) só quando o PPC justificar, e com análise de LGPD antes, porque envolve dado biométrico, que a lei trata como dado sensível.

Armadilha comum

Muitas instituições pensam em comprar um sistema de proctoring caro antes de resolver o básico. Na nossa experiência, a combinação de 2FA, restrição por IP no polo e logs bem guardados resolve a maior parte do risco regulatório com uma fração do custo. Proctoring é complemento, não fundação.

Gestão, polos e o que a infraestrutura central precisa aguentar

O art. 27 do decreto exige na sede "conexão de internet estável e de alta velocidade, compatível com o número de usuários". O art. 29 repete a exigência para cada polo. E o art. 28 prevê um núcleo de suporte tecnológico e pedagógico, facultativo, mas que entra na avaliação de credenciamento e recredenciamento.

A Portaria 506 ainda pede, no art. 17, que a IES cadastre no e-MEC os dados de infraestrutura física e tecnológica de cada polo, com atualização anual. Ou seja, com o marco regulatório da EaD a infraestrutura deixa de ser assunto interno e passa a ser declarada.

Checklist de infraestrutura para o AVA

Item O que verificar Por quê
Capacidade de pico Teste de carga simulando a maior aula síncrona + prova no mesmo horário Picos concentrados pelas regras novas
Separação de serviços Moodle, banco, cache e videoconferência em instâncias separadas Um serviço não derruba o outro
Backup e restauração Backup diário + teste de restauração documentado Avaliação e frequência são prova regulatória
Retenção de logs Política escrita de quanto tempo guardar logs de prova e presença Contestação de nota e auditoria
Versão suportada Moodle e PHP dentro do ciclo de segurança Requisito de "plataforma atualizada"
Monitoramento Alertas antes do aluno reclamar Disponibilidade em dia de prova
Acessibilidade Tema e conteúdo testados com leitor de tela e teclado Arts. 25, 26 e 29

Para dimensionar servidor, os números de memória, CPU e banco estão no nosso guia de requisitos e custos de hospedagem Moodle.

Cronograma realista até maio de 2027

Faltam pouco mais de sete meses para o fim do prazo de adequação ao marco regulatório da EaD em maio de 2027. Considerando que o semestre 2027/1 começa em fevereiro, a janela útil para mexer em produção é menor do que parece.

Outubro e novembro de 2026: diagnóstico

  • Inventário de sistemas: AVA, ERP acadêmico, videoconferência, biblioteca.
  • Mapear o que já é integrado e o que depende de planilha.
  • Levantar versão do Moodle, plugins e PHP.
  • Medir o pico atual e projetar o pico com aulas síncronas e provas presenciais no AVA.

Dezembro de 2026 a janeiro de 2027: execução pesada

  • Atualização de versão e migração de servidor, se necessárias, em ambiente de homologação primeiro.
  • Integração SSO e sincronização de notas e matrículas.
  • Configuração de grupos para síncronas mediadas e de relatórios de frequência.
  • Teste de carga antes da volta às aulas.

Fevereiro a maio de 2027: operação monitorada

  • Primeiro semestre rodando nas regras novas, com relatório mensal de disponibilidade e frequência.
  • Ajustes finos de capacidade conforme o uso real.
  • Documentação pronta para visita ou recredenciamento.

O que esperar do CNE

A resolução do CNE sobre as diretrizes da graduação EaD ainda pode trazer parâmetros novos de mediação e de acompanhamento do estudante. A minuta, segundo o MEC, trata de interatividade, suporte ao estudante e requisitos dos polos. Ela não muda o prazo do art. 41. Esperar a resolução para começar a infraestrutura é a pior aposta: o que o decreto e a Portaria 506 já exigem não vai desaparecer.

Erros caros que vemos com frequência

Trocar de plataforma no meio do semestre. Migrar AVA com turma em andamento é o jeito mais rápido de perder notas e frequência. Migração se faz entre semestres, com homologação.

Comprar uma "solução de conformidade" fechada. Nenhuma norma do marco regulatório da EaD exige marca de software. O decreto exige funções: interação, gestão, videoconferência, repositório, acessibilidade, identificação. Moodle bem configurado cobre todas elas, e você mantém a posse dos dados.

Subestimar o servidor. É o erro mais comum na adequação ao marco regulatório da EaD em instituições pequenas. Hospedagem compartilhada ou VPS genérica funcionava para acesso assíncrono espalhado. Com aula ao vivo e prova no AVA concentradas, não funciona.

Esquecer a comunicação com o aluno. O art. 6º pede medidas que promovam participação nas síncronas. Lembrete automático de aula e de prova faz diferença real na presença. Na Agathas Web, também desenvolvemos integrações com a API oficial do WhatsApp, e aviso de aula ao vivo por WhatsApp costuma ter leitura muito maior que e-mail. Mas isso só faz sentido com consentimento do aluno e template aprovado pela Meta.

Deixar a TI fora do comitê de adequação. O marco regulatório da EaD costuma ser tratado pela coordenação pedagógica e pelo procurador institucional. Sem alguém de infraestrutura na mesa, o plano para no papel.

Como a Agathas Web resolve isso

A gente não vende consultoria jurídica: o PPC, o PDI e a leitura regulatória são da sua equipe acadêmica e do seu procurador institucional. O que entregamos é a parte técnica que o marco regulatório da EaD exige que funcione, todo dia, em dia de prova.

Com a hospedagem Moodle gerenciada da Agathas Web, a sua instituição recebe:

  • Servidor dedicado ao Moodle, com PHP-FPM, OPcache, Redis e MariaDB configurados para o padrão de acesso do Moodle, não uma hospedagem genérica.
  • Monitoramento 24/7 e alertas antes que o aluno perceba lentidão.
  • Backup diário com binlog a cada 15 minutos e restauração testada, o que protege nota e frequência, que agora são prova regulatória.
  • Atualizações de versão em homologação antes de tocar produção.
  • Migração assistida do fornecedor atual, com janela fora do horário de aula e plano de rollback.
  • Suporte sênior em português, com SLA em contrato e plantão em semana de prova e vestibular.

Além da hospedagem, fazemos o que costuma travar a adequação: integração do Moodle com o sistema acadêmico, SSO, configuração de grupos e relatórios de frequência para atividades síncronas mediadas, 2FA e restrição por IP nos polos, e servidor separado para videoconferência quando o volume justifica.

Como contratar: pelo formulário ou WhatsApp da página de hospedagem Moodle, você pede um diagnóstico gratuito do ambiente atual. Em até 3 dias úteis apontamos gargalos, o que falta para o checklist acima e uma proposta de migração ou ajuste com cronograma que cabe antes de maio de 2027.

Conclusão: maio de 2027 começa agora

O marco regulatório da EaD deixou o requisito tecnológico por escrito: AVA, gestão, videoconferência e repositório integrados, atualizados e acessíveis; frequência registrada nas síncronas mediadas; identificação do estudante em toda avaliação. Nada disso se resolve numa semana, e a janela entre semestres é curta.

O caminho mais seguro é diagnosticar em outubro e novembro, executar nas férias e rodar o primeiro semestre de 2027 já nas regras novas, com folga para corrigir. Se você quer que a infraestrutura seja a parte resolvida dessa lista, comece pelo diagnóstico gratuito da hospedagem Moodle gerenciada.

Perguntas frequentes

Qual é o prazo de adequação ao novo marco regulatório da EaD?

O art. 41 do Decreto 12.456/2025 dá dois anos, contados da publicação, para que instituições credenciadas e cursos autorizados atendam integralmente às regras. Como o decreto saiu no Diário Oficial de 20 de maio de 2025, o prazo termina em maio de 2027. Na prática, a janela técnica é menor: o semestre 2027/1 começa em fevereiro, então mudanças grandes de AVA, servidor e integrações precisam estar prontas e testadas nas férias de dezembro e janeiro. Deixar para abril significa mexer em produção com turma em andamento.

O Moodle atende às exigências do Decreto 12.456/2025 e da Portaria 506/2025?

Sim, desde que bem configurado e integrado. A norma não exige marca de software: exige funções. O Moodle cobre o AVA, tem videoconferência BigBlueButton no núcleo e aceita Zoom e Teams por plugins, oferece grupos para limitar salas síncronas a 70 alunos, relatórios de presença, autenticação em dois fatores, logs de auditoria e web services para integrar com o sistema acadêmico. O que costuma faltar não é recurso, é configuração, versão atualizada e servidor dimensionado para os picos de aula ao vivo e prova.

O que é atividade síncrona mediada no novo marco da EaD?

É uma aula ao vivo, com áudio e vídeo, em que estudantes e docente estão em lugares diferentes ao mesmo tempo, com no máximo 70 estudantes por docente ou mediador pedagógico e controle de frequência obrigatório. A definição está no art. 3º, IV, do Decreto 12.456/2025 e é repetida no art. 7º da Portaria MEC 506/2025. Ela conta para os percentuais mínimos de presencialidade: até 10% da carga horária em cursos a distância e até 20% em semipresenciais podem ser cumpridos assim.

As provas online continuam permitidas nos cursos EaD?

Continuam, mas não substituem a avaliação presencial. Toda unidade curricular ofertada a distância precisa ter ao menos uma avaliação presencial, com peso majoritário na nota final, e as substitutivas e recuperações dessa avaliação também devem ser presenciais. Outras avaliações a distância, síncronas ou assíncronas, são aceitas se previstas no PPC. Em todas elas, presenciais ou online, a instituição é responsável por garantir a identificação do estudante, conforme o art. 24 do decreto.

A consulta pública do CNE pode mudar o prazo de 2027?

Não. O prazo de dois anos está no art. 41 do Decreto 12.456/2025, e uma resolução do CNE não altera decreto. A consulta sobre as diretrizes nacionais da graduação com oferta EaD foi encerrada em 14 de agosto de 2026 e deve resultar em parecer e resolução que substituem a Resolução CNE/CES nº 1/2016. Ela pode detalhar mediação pedagógica, acompanhamento do estudante e requisitos dos polos, mas o que o decreto e a Portaria 506 já exigem da infraestrutura continua valendo.