Zoop Tecnologia: Embedded Finance e Tap to Pay em 2026
A fintech do iFood entregou R$ 1 bilhão e quer dobrar. Entenda o embedded finance da Zoop e por que ele importa para quem cria software.
por Cleverson Gouvêa

A Zoop tecnologia de embedded finance saltou para o centro do noticiário de pagamentos em 2026 — e não por acaso. A fintech do grupo iFood fechou o último ciclo com R$ 1 bilhão de receita e já mira dobrar esse número. Se você desenvolve software, gerencia um ERP ou toca um app de vendas, entender o que sustenta essa infraestrutura deixou de ser opcional.
TL;DR
- A Zoop é a fintech de embedded finance do grupo iFood, fundada em 2013, e entregou R$ 1 bilhão de receita no último ciclo fiscal.
- Em 2026, TOTVS e Omie entraram na carteira de clientes e passaram a transformar seus ERPs em centros financeiros.
- O Tap to Pay White Label transforma qualquer smartphone em maquininha via NFC e já movimentou mais de R$ 20 bilhões.
- Para quem cria apps e sistemas, embedded finance abre uma nova linha de receita — desde que a integração seja bem executada.
- A Agathas Web atua exatamente nesse elo: conectar APIs de pagamento a produtos digitais sob medida.
O que é a Zoop tecnologia e por que ela importa em 2026
A Zoop tecnologia nasceu em 2013 e hoje opera como unidade de negócio autônoma dentro do iFood Pago, o braço financeiro do grupo iFood. Em vez de vender uma maquininha ou um app de banco para o consumidor final, a empresa oferece a "cozinha" dos pagamentos: APIs, SDKs e a infraestrutura que outras empresas embutem nos próprios produtos.
Esse modelo tem nome — embedded finance, ou finanças embutidas. A ideia é direta: qualquer empresa, mesmo sem ser um banco, passa a oferecer pagamentos, contas e crédito dentro da própria plataforma. O usuário nem percebe que há uma fintech por trás. É a mesma lógica que faz você pagar dentro do app de delivery sem abrir o aplicativo do seu banco.
Por que isso ganhou tração agora? Porque a régua do mercado subiu. Cobrar bem, receber rápido e oferecer crédito no ponto de venda viraram diferenciais competitivos, não luxos. E a Zoop tecnologia se posicionou como a camada que entrega tudo isso pronto, sem a empresa cliente precisar virar um banco.
Embedded finance explicado sem jargão
Imagine um sistema de gestão para restaurantes. Ele controla estoque, comandas e cardápio. Um dia, esse mesmo sistema passa a também processar o pagamento da mesa, antecipar recebíveis e emitir uma conta digital para o dono — tudo sem trocar de tela. Isso é embedded finance na prática.
Três blocos costumam compor a oferta:
- Pagamentos: aceitar Pix, cartão de crédito e débito dentro do seu próprio app.
- Contas (BaaS): abrir e movimentar contas digitais em nome dos seus clientes.
- Crédito: oferecer antecipação e empréstimo usando dados que você já tem sobre o cliente.
O ganho para quem desenvolve o software é duplo: retém o usuário — ele não sai da sua plataforma — e cria receita nova, com uma fatia de cada transação. Para o cliente final, some a fricção de pular entre aplicativos e digitar dados de cartão em três lugares diferentes.
O risco? Integração malfeita. Pagamento é área regulada: exige conciliação, tratamento de erro, segurança e conformidade com o Banco Central. Uma API conectada às pressas, sem pensar em falhas e reprocessamento, vira dor de cabeça contábil no primeiro fechamento de mês.
Vale a comparação direta: no modelo antigo, aceitar cartão significava contratar uma adquirente, homologar uma maquininha física e conviver com repasses lentos. Com a Zoop tecnologia, boa parte desse caminho vem empacotada em API — o problema deixa de ser "comprar hardware" e passa a ser "escrever uma integração sólida", que é onde o resultado realmente se decide.
Tap to Pay White Label: a maquininha virou software
O produto que mais colocou a Zoop tecnologia em evidência é o Tap to Pay. O termo descreve uma tecnologia que transforma o smartphone em terminal de pagamento por aproximação, usando o chip NFC (Near Field Communication) — o mesmo que aproxima o cartão da maquininha. Sem hardware extra: o próprio celular do vendedor passa a aceitar Pix, crédito e débito.
O diferencial da Zoop é o modelo White Label. Segundo a Finsiders Brasil{target="_blank"}, a fintech lançou a primeira solução de Tap to Pay white-label do país. Na prática, uma software house pega o SDK da Zoop e embute o pagamento por aproximação dentro do próprio app — com a sua marca, a sua identidade visual e uma jornada de compra unificada. O usuário final vê o seu produto, não a Zoop.
Os números impressionam: a tecnologia já movimentou mais de R$ 20 bilhões, segundo apuração da InfoMoney{target="_blank"}. E a expansão continua: a Zoop se uniu à Barte para levar o Tap to Pay também a médias e grandes empresas.
Se você acompanha o ecossistema Apple, sabe que o iPhone abriu o NFC para pagamentos de terceiros — tema que detalhamos no guia do iOS 26. É justamente essa abertura de hardware que torna o Tap to Pay viável em escala nacional.
TOTVS, Omie e o ERP que virou banco
O movimento mais estratégico de 2026 apareceu no ERP Summit 2026, realizado em São Paulo nos dias 17 e 18 de março com mais de 120 palestrantes. Lá, a Zoop anunciou que TOTVS e Omie — duas gigantes brasileiras de software de gestão — entraram na sua carteira de clientes.
O que isso significa na prática? Que os ERPs que milhares de empresas brasileiras usam para emitir nota e controlar caixa passam a oferecer pagamentos e serviços financeiros de forma nativa. Felipe Brandão, Head Comercial da Zoop, resumiu o palco como a transição "do software tradicional para o ecossistema financeiro", segundo cobertura da Startups{target="_blank"}.
Para o mercado brasileiro, o recado é claro: o ERP deixou de ser só um controlador de processos e virou uma porta de entrada para serviços bancários. Quem desenvolve, revende ou personaliza sistemas de gestão precisa olhar para esse movimento agora — antes que o concorrente ofereça pagamento embutido primeiro.
Os números por trás da Zoop tecnologia
Falar de infraestrutura financeira sem números é conversa fiada. Vale ancorar a discussão em dados públicos e recentes:
| Indicador | Marca reportada | Fonte |
|---|---|---|
| Receita no último ciclo | R$ 1 bilhão (meta de 2025 superada) | Startups |
| Meta do novo ciclo | Dobrar a receita | Startups |
| Fundação | 2013 | InfoMoney |
| Volume movimentado via Tap to Pay | Mais de R$ 20 bilhões | InfoMoney |
| Novos clientes ERP em 2026 | TOTVS e Omie | Startups |
A Zoop tecnologia entregou R$ 1 bilhão de receita superando com folga a meta de 2025, e chega ao novo ciclo com o objetivo declarado de dobrar esse resultado, conforme a Startups{target="_blank"}. Não é promessa de startup em estágio inicial: é uma operação madura, dentro de um dos maiores grupos de tecnologia do país. Esse porte importa quando você vai apoiar seu produto sobre a infraestrutura de terceiros — estabilidade e conformidade regulatória não são detalhe.
Como a Zoop tecnologia conversa com quem desenvolve software
Aqui a conversa fica prática. Como CTO e desenvolvedor full stack, vejo o embedded finance menos como "produto financeiro" e mais como um recurso de software que você planeja, integra e mantém. A Zoop tecnologia entrega a base; a diferença entre um lançamento tranquilo e um pesadelo mora na engenharia da integração.
O que a integração realmente exige
- Conciliação: cada transação precisa bater com o seu banco de dados. Pix cai na hora; cartão em D+1 ou D+30. Seu sistema tem que refletir isso sem furos.
- Webhooks e idempotência: pagamento gera eventos assíncronos. Se você processar o mesmo webhook duas vezes, cobra o cliente em dobro — e perde a confiança dele.
- Segurança e LGPD: dados de pagamento são sensíveis. Tokenização, TLS e escopo mínimo de acesso não são opcionais, são o piso.
- Experiência sem fricção: o checkout embutido tem que ser tão fluido quanto o resto do app, ou a conversão despenca no exato momento em que o cliente ia pagar.
Quando faz sentido — e quando não
Embedded finance brilha quando o pagamento é parte central da jornada: marketplaces, apps de delivery, sistemas de gestão, plataformas de agendamento. Não faz sentido embutir uma stack financeira inteira num site institucional que recebe três pedidos por mês. Nesses casos, um gateway simples resolve com menos custo e menos responsabilidade regulatória. Saber essa diferença economiza meses de trabalho.
Onde a Agathas Web entra: integração sob medida
A Zoop tecnologia — como qualquer infraestrutura de embedded finance — não se resolve sozinha. Alguém precisa desenhar a arquitetura, integrar as APIs, tratar os webhooks, montar a conciliação e garantir que o app não quebre no primeiro pico de vendas. É exatamente esse o trabalho da Agathas Web.
Desde 2008 desenvolvemos soluções sob medida — de apps mobile a sistemas de gestão e integrações com APIs de terceiros. A mesma disciplina que aplicamos ao integrar a API oficial do WhatsApp vale para plugar uma fintech como a Zoop no seu produto: entender o negócio, mapear os fluxos, escrever código que aguenta produção e testar cada caminho de erro antes que o cliente encontre.
Se a sua empresa pensa em oferecer pagamentos dentro do próprio app — ou em transformar um sistema existente num centro financeiro, como TOTVS e Omie fizeram —, o gargalo raramente é a fintech. É a integração. E integração é engenharia, não configuração de painel.
Drex e o próximo capítulo dos pagamentos
Olhando adiante, a Zoop tecnologia e todo o setor de embedded finance se preparam para o Drex, a versão digital do Real. Trata-se de uma infraestrutura baseada em registro distribuído — a mesma família de tecnologia por trás dos criptoativos — para modernizar o sistema financeiro brasileiro, com lançamentos previstos ao longo de 2026.
Na prática, o Drex promete liquidação quase instantânea e "contratos inteligentes" para operações financeiras, o que pode baratear crédito e antecipação de recebíveis. Para quem desenvolve software, é mais uma camada que, cedo ou tarde, vai bater na porta da sua integração. Vale acompanhar de perto, do mesmo jeito que acompanhamos o avanço da IA nas empresas — assunto que exploramos em agentes de IA para empresas.
Conclusão: pagamento virou recurso do seu produto
A lição de 2026 é direta: pagamento deixou de ser um botão no final do checkout e virou um recurso estratégico dentro do produto. A Zoop tecnologia mostra o caminho — embedded finance, Tap to Pay White Label, ERPs que viram bancos —, mas quem colhe o resultado é quem integra bem.
Se você quer entender como plugar pagamentos, contas ou crédito no seu app ou sistema sem transformar isso em dívida técnica, vale uma conversa com quem faz integração de sistemas há mais de quinze anos. A tecnologia está pronta e acessível; o diferencial, como quase sempre, está na execução.
Perguntas frequentes
O que é a Zoop e do que ela faz parte?
A Zoop é uma fintech brasileira de embedded finance fundada em 2013, que hoje opera como unidade de negócio autônoma dentro do iFood Pago, o braço financeiro do grupo iFood. Em vez de vender maquininhas ou contas ao consumidor final, ela fornece a infraestrutura — APIs, SDKs e serviços de pagamento, conta e crédito — para que outras empresas embutam serviços financeiros nos próprios produtos. No último ciclo fiscal, a empresa reportou R$ 1 bilhão de receita e agora mira dobrar esse resultado.
O que é o Tap to Pay White Label da Zoop?
Tap to Pay é a tecnologia que transforma um smartphone em terminal de pagamento por aproximação, usando o chip NFC do próprio aparelho para aceitar Pix, crédito e débito sem maquininha física. O diferencial da Zoop é o modelo White Label: segundo a Finsiders Brasil, foi a primeira solução de Tap to Pay white-label do país. Isso permite que uma software house embuta o pagamento por aproximação dentro do próprio aplicativo, com a sua marca e a sua identidade visual. A tecnologia já movimentou mais de R$ 20 bilhões.
O que significa TOTVS e Omie usarem a Zoop?
Anunciado no ERP Summit 2026 (São Paulo, 17 e 18 de março), a entrada de TOTVS e Omie na carteira de clientes da Zoop mostra que grandes ERPs brasileiros passam a oferecer pagamentos e serviços financeiros de forma nativa. Na prática, o sistema de gestão que uma empresa já usa para emitir nota e controlar caixa vira também um centro financeiro, com pagamento, conta e crédito embutidos. É um sinal de que o ERP deixou de ser apenas um controlador de processos.
Embedded finance vale a pena para qualquer empresa?
Não. Embedded finance compensa quando o pagamento é parte central da jornada do usuário — marketplaces, apps de delivery, sistemas de gestão e plataformas de agendamento, por exemplo. Nesses casos, embutir pagamentos retém o usuário e cria uma nova linha de receita. Já para um site institucional que processa poucos pedidos por mês, um gateway de pagamento simples resolve com menos custo e menos responsabilidade regulatória. O erro comum é adotar uma stack financeira completa sem volume que justifique a complexidade.
O que é preciso para integrar uma fintech como a Zoop a um app?
A integração exige mais do que apontar uma chave de API. É preciso tratar conciliação (cada transação batendo com o banco de dados), webhooks com idempotência (para não cobrar o cliente em dobro em eventos repetidos), segurança e conformidade com a LGPD (tokenização, TLS e escopo mínimo de acesso) e uma experiência de checkout sem fricção. Pagamento é área regulada; uma integração feita às pressas gera erro contábil e perda de confiança. Por isso, o gargalo costuma ser a engenharia, não a fintech.
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